
"E porque não entrar na água do Tejo, sem medo e sem receio?
Depois?
Sim, depois … apanhar a boleia de algum barco ainda perdido no rio … olhar o horizonte e tentar vislumbrar o que está junto à foz (na foz do rio quase que não distingues a água da linha do horizonte, será talvez o expoente máximo do rio… aquele onde encontra o mar…. como um filho a chegar a casa ou … o que a imaginação te permitir alcançar…).
Bem, eu perdi-me no calor do céu “pintado” de laranja, nas suas mais diversas cambiantes, para depois encontrar o Sol, tão brilhante, como actor principal a “passear” sobre o tabuleiro da ponte de todas as revoluções: ferro, aço, vigas, toda a força e vitalidade da construção humana!
Mas se não fosse possível ir até tão longe, deixava o meu olhar cair sobre o reflexo do sol na água, transformando o frio-azul no quente-laranja … e todas as promessas que daí poderiam advir…"
Stella
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